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segunda-feira

Previdência própria do Itaú começa a dar dor de cabeça nos servidores

Como falei antes, sexta-feira passada (18), estive na câmara de Itaú assistindo a uma sessão polêmica a respeito do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social), daquele município, que apesar de tão novo, pois foi implantado em 2012 e já coleciona uma série de dores de cabeça pros servidores.
Na sexta-feira se discutia naquele legislativo o pedido de parcelamento de um atraso do repasse previdenciário de três meses desse ano, julho, agosto e setembro, e o projeto de Lei remetido a câmara queria o parcelamento em 240 meses, foi a 60 e terminou em 36 meses.
Esse não é o primeiro atraso ocorrido no repasse daquela previdência...
No final do ano passado, no apagar das luzes do mandato de Edson Melo teve atraso de dois meses que somado ao décimo fez três, em lua de mel e muito agradecido pelo apoio a sua eleição, o prefeito Ciro Bezerra colocou em dia e ficou por isso mesmo, só agora quando houve novo atraso é que foram perceber que Ciro tinha feito caridade com o dinheiro alheio, ou seja, havia pago um dinheiro retirado da previdência não se sabe pra quê com dinheiro público.
Durante as discussões na câmara o próprio assessor jurídico alertou que houve crime de desvio de dinheiro por parte do ex-prefeito.
Mesmo com um conselho dito fiscalizador pelo que se viu a omissão se fez presente nesse episódio, haja vista que pelo menos um dos membros do conselho tinha conhecimento do que vinha ocorrendo (atraso no repasse) e não denunciou.
A própria equipe da atual gestão tentou justificar o atraso no repasse devido a queda no FPM nos últimos meses, como se a previdência privada tivesse sido criada para ajudar o gestor quando o fundo de participação diminuir, um absurdo tal colocação.
Servidores se queixaram que quando vieram "vender" o RPPS só se mostrou vantagens o que acabou tirando do sério Dr Rodrigo Forte assessor jurídico da previdência.
A verdade nisso tudo é que o servidor deixou de pagar 8% para o INSS e passou a pagar 11% para a previdência privada que ainda pode aumentar e do dia pra noite descobre a insegurança em que se meteram, é bem verdade que diferente de outros municípios, os servidores de Itaú pouco participaram das discussões do plano.
O município de Itaú poderia ter ficado impedido de receber quaisquer recurso federal se caso o parcelamento tivesse sido negado.
Depois volto com mais considerações acerca desse assunto, que com certeza deverá render muito ainda.

Fonte: Blog RN No Foco da Notícia

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