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sexta-feira

Disputa no 'tapetão' provoca o caos na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte

O sistema de saúde pública de Mossoró entrou o ano novo desfalcado de três das sete unidades do Samu. Os veículos, que deveriam ter sido preservados, tiveram de parar para conserto. Por consequência, limitou o raio de assistência à população.
Outro problema, ainda sem solução, é a dívida de R$ 1,5 milhão da Prefeitura com o Hospital Wilson Rosado, que ameaça paralisar o atendimento dos 10 leitos de UTI pediátrica.
Soma-se, aí, a falta de medicamentos em algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), reclamada pelas camadas que dependem exclusivamente do serviço público.
Esse quadro, negativo, é retrato do momento em que se encontra a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, consequência da instabilidade político-administrativa, resultado do troca-troca de prefeitos.
Não se pode criticar ou acusar o interino Francisco José da Silveira Júnior (PSB) de incompetente, despreparado ou coisa parecida. Ele não tem culpa. Está apenas vigiando uma estrutura, porque a Justiça Eleitoral decidiu que a Prefeitura pode ficar um tempo sem gestor titular.
Silveira, a bem da verdade, tem se esforçado, feito o que pode, mas é impossível, por melhor que seja o gestor, conduzir uma cidade do porte de Mossoró com tamanha insegurança.
Os problemas surgem a todo momento, principalmente em áreas vitais, como é o caso da saúde.
Ora, veja, se não existe segurança administrativa, o fornecedor e o prestador de serviço se afastam, porque não sabem se vão receber pelos produtos e serviços prestados; o servidor público se sente desmotivado e os detentores de cargos em comissão, que foram convocados pela gestão afastada, não sabem a quem atender, e muito deles cruzaram os braços, esperando apenas a exoneração.
Esse quadro, assustador, já era previsto. O entra-e-sai de prefeito no Palácio da Resistência (ocorreram seis mudanças em menos de dois meses) corta qualquer sequência de ação administrativa, provocando a interrupção de serviços e projetos.
O pior é que não há qualquer previsão de como e quando essa situação será resolvida. As incertezas aumentaram ainda mais, com a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio de Mello, de suspender as eleições suplementares que estavam marcadas para o dia 2 de fevereiro.
Deixou Silveira no cargo de prefeito por mais algum tempo, porém escancarando as portas para a volta da prefeita Cláudia Regina (DEM).
Ou seja, ninguém sabe quem fica ou quem sai e a insegurança permanece, atingindo a cidade de forma preocupante.

Por Cesar Santos do De Fato

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