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domingo

Cineasta Eduardo Coutinho é assassinado no Rio; filho é suspeito

O cineasta Eduardo Coutinho, de 81 anos, foi assassinado a facadas neste domingo por volta das 11h50 dentro de casa, no bairro da Lagoa, zona sul do Rio. O filho, Daniel Coutinho, é tido como o principal suspeito, segundo a polícia.
De acordo informações da Divisão de Homicídios, ele também seria o responsável por esfaquear a mãe e, em seguida, teria tentado se matar.
A mulher do cineasta, Maria Oliveira Coutinho, 62, foi socorrida pelos bombeiros no apartamento onde mora a família, e internada em estado grave no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul.
O filho também foi levado para lá, com ferimentos menos graves, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil. Segundo vizinhos do cineasta, Daniel, que morava com os pais, sofria de esquizofrenia.
Natural de São Paulo, Eduardo Coutinho era considerado um dos principais documentaristas do Brasil.
Entre seus trabalhos de maior destaque estão "Cabra Marcado para Morrer" (1985), "Edifício Master" (2002), "Jogo de Cena" (2007) e "Babilônia 2000" (1999). Em 2007, o cineasta ganhou um Kikito de Cristal, principal premiação do cinema brasileiro, pelo conjunto da obra. Seu trabalho caracteriza-se pela sensibilidade em retratar na telona pessoas comuns.
Grande homenageado da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2013, Eduardo Coutinho, em entrevista à Folha em outubro passado, renegou o cinema como "instrumento político de intervenção no que o público pensa ou deveria pensar".
"O filme militante é uma tragédia porque já está escrito antes. Convencer o já convencido é terrível, fazer um filme para convencer alguém é terrível", disse o documentarista. Ao todo, Coutinho lançou 22 filmes durante sua carreira.

Fonte: Uol

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