Durante o procedimento, o juiz determinou que Edilson Turato, 44 anos, fosse mantido algemado devido a segurança deficitária do local. A audiência foi em função de que no momento da prisão, o pastor apresentou aos policiais, carteira de identidade, CPF e título de eleitor do seu irmão, Carlos Roberto Turato, já falecido.
A prisão
Os policiais que realizaram a prisão, receberam a informação da agência de inteligência 8º Batalhão da Polícia Militar sobre a localização de Edilson, que possuía um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de São Vicente/SP pelo crime de homicídio qualificado. Ele foi condenado a 12 anos de prisão por um Tribunal do Júri, realizado em 2012, e desde então, estava foragido da justiça paulista.
Não se afastou da delinqüência
A defesa de Edilson requereu ao juiz, a liberdade provisória, a qual, foi negada pelo magistrado. “A prisão provisória justifica-se para assegurar o cumprimento da lei penal na medida que o acusado praticou o crime justamente para se eximir da responsabilidade penal por outro fato (homicídio). Além do mais, o indiciado é reincidente em crime doloso contra a vida e estava foragido desde 03/09/2012, revelando que a condenação anterior não serviu para afastá-lo da delinquência. Converte-se, pois, a prisão em flagrante em prisão preventiva.”, determinou o juiz.
O assassinato
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, o crime aconteceu na noite do dia 15 de janeiro de 1997, em São Vicente, no Litoral Paulista, na casa onde vivia o casal. Segundo relato do próprio pastor a justiça paulista, o relacionamento homossexual com seu companheiro, Marco Antonio Gomes, era conturbado devido ao excessivo ciúme de Marco e o constante uso de drogas do pastor. Edilson turato alegou legitima defesa, porém, a tese foi rejeitada por unanimidade pelos jurados. “Aproveitando-se da embriaguez da vítima e com emprego de meio cruel e surpresa, desferiu um golpe com uma garrafa na cabeça e na sequência desferiu vários golpes de faca contra Marcos Antonio Gomes, causando-lhe ferimentos na cabeça, tórax, abdômen, região dorsolombar e membros superiores”, observou a justiça de São Paulo.
A versão da Assembleia de Deus
A igreja Assembleia de Deus emitiu nota alegando que Edilson Turato não era pastor e apenas freqüentava o local. “Diante do fato do envolvimento do nome da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Joinville, quando da prisão do Sr Edilson Turato, dizendo ser pastor da mesma, queremos esclarecer que: O Sr Edilson Turato não é membro e nem tem vínculo nenhum com a IEADJO. Outro porque, se tenta vincular é, pelo fato dele estar no estacionamento da IEADJO na hora de sua prisão, quando o mesmo chegava para assistir ao culto, assim como fazem centenas de pessoas todos os dias. A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Joinville está isenta de qualquer responsabilidade sobre o ocorrido com Sr Edilson Turato”,alegou a assessoria de imprensa da Assembleia de Deus.
No entanto, após a notícia ser publicada, vários vídeos, fotos e comentários fragilizaram a versão apresentada pela Assembleia de Deus. Em muitas imagens publicadas na rede mundial de computadores, o pastor aparecia em lugar de destaque na igreja e em vídeos ele é anunciado com pastor.
Fonte: Gazeta de Joinvile

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