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sexta-feira

Pai suspeito da morte do filho ameaçou matar a mãe da criança a tiros anos antes; ouça áudio

Mensagens atribuídas ao advogado Igor Gustavo Veloso apontam intimidação contra a ex-companheira quando o filho deles tinha apenas oito meses.
Preso por suspeita de torturar e matar o próprio filho, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza já havia sido denunciado por ameaçar a mãe da criança, Sabrina Feitosa, em 2023. Na época, ela procurou a polícia e conseguiu uma medida protetiva após registrar boletins de ocorrência relatando ameaças e a destruição do portão de sua casa.
Os episódios voltaram a ganhar relevância após a prisão de Igor e da companheira dele, Kathellen Moreira, na madrugada desta quinta-feira (6) em Palmas. Conforme a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o pai responde pelos crimes de tortura e homicídio duplamente qualificado de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos. A madrasta foi presa por omissão no dever legal de agir, já que estava comprovadamente no imóvel durante as agressões violentas e não interveio nem acionou socorro.

Em um dos áudios anexados ao boletim de ocorrência registrado por Sabrina em outubro de 2023, Igor Gustavo faz ameaças à ex-companheira após uma discussão sobre o filho do casal, Gustavo Veloso Feitosa, que, na época, tinha oito meses. Na gravação, ele afirma que a mulher só não teria sido atacada porque estava com a criança no colo e havia pessoas na rua.
"Hoje você testou meus limites e minha capacidade. A sua sorte é que você tava com o menino no colo e tinha muita gente passando na rua [...] Mas, se houver uma próxima vez, você não escapa. Eu te meto uma bala na cara [...] Você passou dos limites. Isso aí que você fez comigo eu não aceito ninguém fazer. você me paga, tá? E por essa você vai me pagar também", dizia o áudio enviado à ex-companheira.
A Polícia Civil afirma que o caso não foi um fato isolado. Durante coletiva de imprensa, o delegado Eduardo Menezes disse que a investigação identificou um histórico de violência anterior à morte de Gustavo.
Segundo ele, a mãe apresentou vídeos, fotografias e relatos que indicam que o menino retornava das visitas ao pai com lesões desde 2024. "Há vídeos dessa criança nitidamente dopada, chegando das visitas. Há registro fotográfico de lesões. Então, nós estamos falando de um histórico de violência que não começou agora", afirmou.
O laudo pericial confirmou que Gustavo morreu em decorrência de hemorragia interna provocada por agressões físicas brutais e traumas na cabeça, face e região intestinal.
A defesa do advogado disse que, após saber da prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial e que o caso se trata de uma entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável. A defesa ainda afirmou que, por ora, não se manifestará sobre detalhes do caso (veja nota completa abaixo).
Já a defesa de Kathellen Moreira disse que "recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva". Os advogados da madrasta alegaram que ela é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A defesa informou que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial e que irá recorrer à substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas (veja nota completa abaixo).
Os pais do menino não moravam juntos e viviam disputas judiciais. Advogados de Sabrina informaram que ela não poderia privar a criança da convivência com o pai para não caracterizar alienação parental. Ela movia uma ação na Justiça cobrando o pagamento de pensão.

Morte suspeita
A morte ocorreu na noite de domingo (2), enquanto Gustavo passava o fim de semana com o pai. O laudo pericial, ao qual o g1 teve acesso, apontou que a morte de Gustavo ocorreu com "crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões".


Fonte: G1-TO

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