Procurado pelo governo, o banco Bradesco rejeitou a proposta. Segundo Cristiano Feitosa, eles alegaram que os servidores poderiam aderir a uma linha de crédito normal já existente no banco. No entanto, a secretária chefe do Gabinete Civil,Tatiana Mendes Cunha, informou que o Executivo constatou que que a maioria dos servidores não tem margem financeira para novos endividamentos.
Os servidores que não aceitarem receberão o décimo terceiro parcelado, acrescido com o valor do abono que seria pago ao banco. “Não existe prazo. O que precisa saber é se a taxa de juros oferecida pelo banco é viável para o Estado. Isso onera para o estado, que vai ter que arcar com o abono. Isso foi pensado junto com outras medidas de recuperação enviadas para assembleia, e que em sua maioria não foram favoráveis ao Estado”, disse Feitosa.
A incerteza sobre a data de pagamento do décimo é vista com desconfiança pelo coordenador geral do Sindicato dos Servidores da Administração Indireta (Sinai), Santino Arruda. O sindicalista analisa a situação como “preocupante e inconsequente” por parte do governo. Os sindicatos avaliam a possibilidade de realizar novas mobilizações nas próximas semanas. “2017 foi um ano muito difícil, em que brigamos muito, mas pelo menos o décimo de 2016 foi pago. Estamos vendo que esse ano a luta continuará e o desgaste vai ser grande. Também preocupa porque não vemos mudança de cenário e falta de atitudes concretas para resolver isso”, disse Santino Arruda.
Fonte-http: Tribuna do Norte

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